T2016 tem início em Gramado

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Apresentação de Kathryn Stewart, na abertura da Conferência do Conselho Internacional sobre Álcool, Drogas e Segurança no Trânsito, em Gramado

A T2016 – 21ª Conferência do Conselho Internacional sobre Álcool, Drogas e Segurança no Trânsito teve início na noite deste domingo, 16, em Gramado (RS), em cerimônia que contou com a presença de mais de 350 pessoas, entre autoridades, especialistas e pesquisadores do Brasil e de mais de 35 países.

O diretor Geral do Detran RS, Ildo Mário Szinvelski, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul, Pedro de Souza da Silva, o secretário municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana de Gramado, André Castilhos, e a presidente do ICADTS (Conselho Internacional sobre Álcool, Drogas e Segurança no Trânsito), Kathryn Stewart, participaram da solenidade de abertura, relatando suas experiências na área de Trânsito.

Protagonismo do ICADTS

O presidente da T2016 e diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), psiquiatra Flávio Pechansky, fez a abertura do evento, agradecendo a direção do International Council on Alcohol, Drugs and Traffic Safety – ICADTS, por ter escolhido o Brasil – o primeiro país em desenvolvimento a receber esse evento – com o propósito de debater o tema e disseminar informações que auxiliem na redução da mortalidade e morbidade relacionados ao uso de substâncias por condutores.

“O ICADTS nunca fez uma conferência na América do Sul. Acreditamos que a submissão desta candidatura é um desdobramento natural da crescente percepção de que beber e dirigir é um grave problema de saúde pública não apenas no Brasil, mas em todo o continente e o ICADTS é um ator fundamental no desenvolvimento de pesquisa e políticas nesta área”, afirmou Pechansky. Para ele, a organização da T2016 no Brasil acelera o processo de trazer um portfólio de especialistas ao País, com potencial distribuição de conhecimento e transferência de tecnologia também para outros países sul-americanos.

Panorama atual

Ao traçar um panorama sobre a realidade do Brasil, um País com crises políticas, econômicas e sociais, mas que também sabe acolher com propriedade grandes eventos internacionais, Pechansky finalizou traçando um perfil do que ocorre com o trânsito brasileiro e as mortes provocadas pelos maus hábitos dos motoristas.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o primeiro semestre de 2016 apresentou uma redução de 14% nas mortes no trânsito em comparação ao mesmo período de 2015. Já no Estado de São Paulo, a redução foi de 8% e, na cidade de São Paulo, de 21%, considerando-se esse mesmo período. Contudo, as mortes, no País, segundo as estatísticas apresentadas, aumentaram de 45 mil em 2013 para 48.800 em 2016. Na Noruega, houve o inverso. De 145 em 2013, caíram para 117 em 2016.

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