As origens da Fenadoce serão mostradas em cada detalhe do evento este ano

Fenadoce (2)
A Fenadoce acontece de 31 de maio a 18 de junho 

A tradição doceira de Pelotas, no extremo sul do Rio Grande do Sul, surgiu de uma grande mistura cultural. Desde os africanos e portugueses até os franceses, alemães e italianos, são muitas as histórias que construíram a vocação da cidade que, neste ano, celebra a 25ª Feira Nacional do Doce, que acontecerá de 31 de maio a 18 de junho. “Doce: A Nossa Grande História” é o tema desse ano da feira, que busca resgatar as origens culturais que transformaram a cidade na capital nacional do doce e valorizar a figura das doceiras.

Para que cada detalhe da decoração da Fenadoce possa transmitir a mensagem de valorização às origens e às doceiras, a organização buscou o trabalho do artista plástico Madu Lopes, que é o responsável pelo conceito e projeto cenográfico da feira nos próximos três anos. O artista explica que a inspiração foi a mescla de culturas que criaram o doce de Pelotas com foco na produção artesanal. “Busco algo mágico para encantar visualmente a todos e contar não apenas as histórias dos doces, como também das mãos que deram vida a essas joias dos sentidos”, afirma ele, ressaltando que busca criar uma unidade da tradição doceira onde cada povo que participou dessa construção possa ter o seu espaço.

Localizada a 250 quilômetros de Porto Alegre, a cidade de Pelotas guarda alguns momentos marcantes na sua história. Terra natal do escritor João Simões Lopes Neto e palco de gravações como a minissérie A Casa das Sete Mulheres e o filme O Tempo e o Vento, é no doce que a cidade desponta economicamente e se transforma como polo turístico gastronômico no Estado. Em sua 25ª edição, a Fenadoce quer recontar como a história de Pelotas e o doce se encontraram pelas mãos das escravas africanas e os demais povos que chegaram à cidade há alguns séculos.

Sobre o artista
Conhecido como Madu, o artista plástico Manoel Eduardo Lopes de Oliveira é natural de Dom Pedrito e reside em Pelotas desde 1991. A partir de 2000 começou a vender as suas peças e “viver” da sua arte, passando pela cerâmica, pintura em tela, esculturas e porongos. O profissional tem o trabalho reconhecido por retratar mulheres em suas pinturas. Atualmente, comercializa peças para todo o país, ministra cursos e participa de feiras e exposições.
(DINO)

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